quarta-feira, 29 de junho de 2011

Obá - Trono Feminino do Conhecimento



Por Alexandre Cumino
Obá, Sarasvati, Deméter, Artêmis, Chloris, Bona Dea, Fauna, Ops, Cibele, Minerva, Tari Pennu, Ki, Nisaba, Uttu, Zamiaz, Armait, Nummu, Erce, Zamyaz, Mati Syra Zemlja, Kait, Ma Emma, Zeme, Xcanil, Shekinah, Zaramama, Selu, Akwin, Uke-Mochi-no-Kami, Pachamama, Cometários.
Artêmis Divindade grega, conhecida como Diana entre os romanos. Filha de Zeus e Leto, irmã de Apolo.  Divindade caçadora que com suas flechas prateadas evoca a natureza selvagem, vive na floresta e protege os animais.
Chloris — Divindade grega dos brotos e sementes, namorada de Zéfiro, Divindade do vento oeste.
Bona Dea — Divindade romana da terra e fertilidade. É a “Boa Deusa” que traz abundância em alimentos.
Fauna — Divindade romana dos bosques e campos, irmã de Fauno.
Ops — Divindade romana dos grãos, semeadura, plantios e colheitas.
Cibele — Divindade romana da terra “Magna Mater”, “A Grande Mãe Terra”, senhora da vegetação e fertilidade. Aparece como uma mulher madura, seios fartos, coroada de flores e espigas de milho, vestida em uma túnica multi colorida. O templo de Cibele, em Roma, existia onde atualmente se localiza a Basílica de São Pedro.
Minerva Divindade romana e etrusca, seu nome deriva de “mente”. Regia a inteligência, criatividade, sabedoria e as habilidades domésticas. Protegia todos os que trabalhavam com atividades manuais e guiados pela “mente”.
Tari Pennu — Divindade hindu da terra, trazia fertilidade e fartura nas colheitas.
Ki Deusa suméria da terra, mãe de Enlil, o deus dos ventos e do ar.
Nisaba — Divindade sumeriana das artes do escriba, consorte de Nabo; protetora das escolas, professores e estudantes. Seu símbolo é o cálamo, um tipo de junco duro, usado para escrever, colocado sobre o símbolo de altar. Ela também era considerada a deusa protetora da agricultura, da vegetação ordenada e da mágica.
Uttu Divindade sumeriana da terra e das plantas, filha de Enki e Ninkurra.
Zamiaz — Divindade persa da terra, “o gênio da terra”, dos grãos e da fertilidade.
Armait Divindade persa no panteão do Zoroastrismo, deusa da sabedoria e Senhora da Terra ou Deusa da Terra.
Nummu Divindade sumeriana das plantas, filha de Enki.
Erce — Divindade eslava da terra, padroeira dos campos e plantações. Era oferendada despejando-se leite, mel, vinho e fubá nos campos e nos cantos da propriedade.
Zamyaz — Divindade persa da terra, chamada de “O Gênio da Terra”. Evocada para dar fertilidade e prosperidade.
Mati Syra Zemlja — Divindade “Mãe Terra” nos países eslavos. Ela que provinha tudo que chegava através da terra seu próprio ventre. Em nome dela eram feitos juramentos e promessas, pois a terra é a grande mãe de vida, força e poder.
Kait — Divindade hitita, guardiã das colheitas e padroeira da agricultura.
Ma Emma — Divindade estoniana, “Mãe Terra”, era oferendada com leite, manteiga e lã ao pé de árvores velhas ou sobre lages.
Zeme — Divindade lituânia, “Mãe Terra”, Mãe de Meza Mate, Mãe da Floresta e Veja Mate, Mãe do Vento.
Xcanil — Divindade da terra na Guatemala.
Shekinah — Divindade hebraica dos grãos e da colheita, que traz a fertilidade na terra.
Zaramama — Divindade peruana dos grãos, era oferendada e representada através das espigas de milho.
Selu — Divindade dos índios Seminole, na Flórida, senhora da agricultura. Ensinou seus filhos a fertilizarem a terra para que o milho pudesse crescer.
Akwin — Divindade da terra para os índios Mescalero Apache.
Uke-Mochi-no-Kami — Divindade japonesa da agricultura e alimentos. Mãe de Waka-Saname-no-Kame, divindade dos brotos de arroz. Juntas são as responsáveis pela fertilidade da terra e eram oferendadas com  arroz e brotos.
Pachamama Divindade inca da terra, “A Mãe Terra”, Senhora das montanhas rochas e planícies. Era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos.
Comentários: Trono Feminino do Conhecimento, Obá, Divindade da terra que dá sustentação ao vegetal, uma Mãe da Terra. São muitas as Divindades femininas da Terra, evitei classificar aqui a Mãe Geia e Réia, Divindades gregas, entendendo que mitologicamente se mostram mais velhas que Obá, talvez mais próximas a Nanã Buroquê e, no caso de Geia, o próprio principio feminino do universo. Geia e Urano são praticamente uma versão ocidental do Yin e Yang, princípios feminino e masculino da criação representados no TAO Chinês.
Na Umbanda, Obá tem sido vista como Santa Joana D’Arc, embora pela história da santa podemos facilmente relacioná-la com Iansã e Oyá-tempo nos faz lembrar que Obá também é uma Divindade guerreira.

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